sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Corte de Papel

Hoje brinquei de revirar caixas. Não caixas concretas, de papelão e com cheiro de mofo, mas aquelas caixas que guardamos dentro de nós. Brinquei de reviver memórias e rever pessoas, reli as anotações das minhas lembranças, que estavam escritas em papel amarelo. Errei ao revirar as caixas, errei ao deixar minha mente ser guiada pelo meu sentimento, errei por ter me deixado mexer em papeis, que no final só iriam me cortar, como aconteceu. Depois de me cortar com o papel em que todas as minhas memórias estavam escritas, entendi o que eu realmente procurava naquelas caixas. Eu não queria rever pessoas ou momentos, não procurava reviver as coisas que já tinha vivido, eu me procurava. Tentava desesperadamente um meio de me encontrar, alguma coisa do que eu era me agrada mais do que o que eu sou, então buscava apenas uma conexão comigo mesma, uma lembrança. Olhei para o meu corte no dedo, ele latejava, mas eu sorri. Entendi que se cortar com o papel nem sempre é tão ruim.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um Dia Daqueles

Tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tanto sentimento querendo ser expulso ao mesmo tempo, que não final ficam todos bloqueados, e tudo vira uma bomba preste a explodir. É tão frustrante sentir várias coisas e não conseguir colocar em palavras o que se sente, parece que falta razão. Ter os sentimentos como guia das decisões não é confortável pra quem sempre busca a racionalizacão de tudo, é o mesmo sentimento de um cego em pleno tiroteio. O bloqueio das palavras é frustrante, a falta de razão nas ações é frustrante. É frustrante ter um dia frustrante.

domingo, 31 de outubro de 2010

Todos Culpados

Sonhos não são mais bem-vindos na sociedade atual. Fazer o que gosta, sem se preocupar com salário é visto como piada diante de todos. Só recebe apoio aquele que visa o lucro. Interessante como criamos pequenos montros futuros todos os dias. Nós alimentamos o que hoje chamamos de ganancia. Com o capitalismo as famílias passam a criar seus filhos não mais para serem felizes em qualquer situação, mas para serem ricos e felizes, e se passarem por qualquer crise financeira, a felicidade deve ser substituída por desespero. O mais intrigante, é que nos julgamos errado aquele que só visa o lucro. Chamamos tal ser humano de ganancioso, sem respeito ao próximo e alguns palavrões. Bom, bem-vindo a geração hipocrisia. Enquanto apontamos dedos e culpados, colocamos na cabeça de adolescentes que a felicidade anda em parceria como lucro. Então, quem é o ganancioso agora ?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Retrocesso

Um pequeno fato, o governo não tinha nada melhor para fazer e decidiu mudar a educação brasileira não para melhor, mas para pior. Parabéns governo, adoramos o retrocesso ! Bom, essa brincadeirinha boba do governo é nova, mas também é velha. Concerteza você, querido irmão brasileiro, já ouviu falar do queridíssimo novo acordo ortográfico. Como se não bastasse Portugal vir aqui na época da colonização, levar tudo embora e der o pontapé inicial para o subdesenvolvimento do futuro, temos que fazer amizade com queridos companheiros portugueses e mudar nossa língua, que foi uma das poucas coisas úteis deixadas para trás, e olha que até isso tivemos que acatar a força. Enfim, uma das palavras mais interessantes do novo acordo é ideia. Faça um teste, não se pode mais fazer aquele agudo diferencial no DE, porque tiraram o acento. Tente agora mudar toda uma geração que aprendeu que ideia tinha acento. E mais uma coisa, agora as ideias são parecidas com ideais, preparado para confundir tudo? É governo, essa foi adorável. Da próxima vez, pense no desenvolvimento sustentável, ou na educação pública, pode ser mais útil.

Acreditar

Todos os dias sou bombardeada. Não, não vivo no Iraque nem nos EUA, mas continuo sendo bombardeada. Sou bombardeada com informações, ditaduras, ideias (que não tem mais acento) e ideais moldados para caber no meu cérebro em formação. Tentam mandar em mim, escolher as minhas opiniões. Não sou assim, não quero ser assim, quero ser diferente e fazer a diferença. Posso ser o poço de hormônios, a mera fase de transição da infância para tornar-me adulta, mas gosto de sair do padrão. Aprendemos na escola a respeitar os outros pelas suas diferenças, mas do que adianta se vivemos em uma sociedade comandada por poucos? Ainda criticam a alienação, ainda tem a coragem de dizer que os jovens são a maior aposta da humanidade, somos aqueles que vamos mudar o mundo. Mentira, não sabemos como mudar o mundo, porque não nos deixaram pensar por si só. Nada vai mudar, não enquanto nós, o futuro da humanidade, não percebemos o quão robótica e caótica é a sociedade em que vivemos, e realmente acreditar-mos em nós mesmo, apostando em nossos ideais. Acredito que vamos mudar o modo de pensar da humanidade, que vamos ter ideias brilhantes que não mais serão impedidas pela ganancia. O acreditar pode mover montanhas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Paraíso

Sonhei com o paraíso. Não o conceito universal de paraíso, mas o meu paraíso. Até o canto dos pássaros e o vento que acariciava meu cabelo eram mais belos, tudo entrava em sincronia. Tudo estava em perfeita harmonia. No meio de tanta perfeição, acordei. Meu sonho acabou. Desesperada por perder meu pedaço de paraíso, fechei os olhos novamente em busca do meu lugar secreto. O esforço foi em vão, não encontrava o mesmo sonho, não encontrava o mesmo paraíso. Minha imaginação buscava um meio de voltar aquele lugar, enquanto o meu cérebro buscava um meio de me reconfortar. Todo o esforço em vão. Depois de tanto tentar, me conformei. Não por ter sido derrotada, mas por virar a moeda para ver o que tinha do outro lado. Descobri que por perder um sonho, por perder meu paraíso, tinha a chance de recomeçar.

domingo, 5 de setembro de 2010

I want, but I can´t

Não queria querer tanto, porque se não quisesse tanto, não doeria tanto. O sentimento de não poder ter, de não poder concretizar dói todos os dias. É como saber que não importa o quanto ande, nunca irá chegar. Odeio querer tanto, queria querer menos. Afinal, continuaria querendo, mas a dor doeria menos. O pior de tudo, é a esperança que ainda insisto em alimentar. É tão longe, tão difícil, tão impossível. Dói e incomoda, mas sou teimosa. Concluo que prefiro a dor a não sentir nada. É melhor saber que dói, e perceber que ainda tenho forças pra continuar, do que simplesmente entregar tudo e deixar de sentir. É melhor ser teimosa, do que ser covarde.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resumo da Vida

Perguntaram-me o que eu queria ser quando crescer. Não somente uma vez ouvi essa pergunta e também não ofereci a ela uma única resposta. Agora é hora de responder a ela com autoridade e o mais importante, com certeza. Confusa. É a único sentimento que sinto quando tomo fôlego pra responder. Eu devo resumir toda a minha vida em uma única resposta. Não adianta dizerem que sempre posso escolher outra coisa e começar de novo, já sei que não é assim. Em vez de iludir-me com ideais de que posso escolher com calma, prefiro entrar em desespero e perceber o quão sem sentimento é a nossa vida. Você se resume a tão poucas coisas que perde toda a sua complexidade. Não consigo e não posso escolher a minha vida pelo resto da minha vida. Não importa qual for a minha escolha, sempre irei me perguntar como teria sido se ela tivesse sido diferente.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Por Falta de um Papel e Uma Caneta

Naquele dia sentia a água passar calmamente pelos meus dedos num dia quente de verão. O rio estava brilhante e eu observava o modo como a sua correnteza ia de brusca a calma com a mesma intensidade. Minha mente trabalhava criativamente, e sozinha, criava textos esplendidos sobre sentimentos e perguntas que não obtinham respostas. Minhas mãos procuravam por um papel e uma caneta, mas nada encontravam por não terem nada perto. Enquanto mergulhava em pensamentos, escutei uma voz ao fundo chamando meu nome, tirei os meus pés da água e os dedos estavam enrugados. Sorri sozinha até me lembrar que estava sem chinelos por perto, quanto voltei a mim percebi também que havia perdido meus textos, tudo porque minhas mãos nao encontrarm um papel e uma caneta na hora certa.

Frustação

Tu te tornas extremamente responsavel por aqui que cativas. Quem derá o Pequeno Principe ainda fizesse algum efeito sobre as pessoas. Depois de tanto ir e vir coms entimentos, aprendi a um bom tempo atrás a não me apegar de mais em certas pessoas. Lógico que não devemos nos isolar, então tenho orgulho de dizer que me apeguei a família e a duas pessoas em especiais. Enfim, O mais intrigante de tudo é que, depois de um tempo, você se lembra da pessoa, e com um impulso inocente tenta se reconectar com ela; não há mal algum em fuxicar no meio das caixas das lembranças, mas há mal em esqueçer que todo mundo muda. Não adianta negar, não somos os mesmo de ontem e nem seremos o mesmos amanhã. Depois de um breve momento de nostalgia, nos deparamos com um momento de supresa, seguido pela frustração.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Procura

O nosso principal obejtivo na via, é achar um objetivo de vida. Buscamos, desde o dia em que nascemos, algum sentido para a nossa existência. Uns dizem que a felicidade é o ingrediente secreto, alguns acreditam no amor, há aqueles que não acreditem em um objetivo e vão vivendo sem nenhum motivo aparente. A realidade é que, querendo ou não, buscamos e necessitamos desse sentido para sbreviver. Até aqueles que não buscam nenhum sentido, vivem no objetivo de viver. Não há escapatória. Antes de sair rodando o mundo, procurando o seu sentido, olhe em volta de si mesmo. A força para continuar vivendo pode estar ao seu lado, em uma mistura singela de todos os sentimentos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Feridas


Todas as nossas experiências, das quais nos machucamos, criam feridas. Algumas se curam deixando a marca da cicatriz, e outras ficam em nós. As vezes, teimamos em querer tirar as feridas a força, a transforma-las em cicatrizes. Mas, ja pensou que são essas feridas, que doem e ardem, que te tornam quem você é? Querendo ou não, aprendemos com ela. Aprendemos que ralar o joelho dói, ou que perder alguém dói. E são a partir dessas feridas que tornamos mais humanos, mais capazes de pensar no próximo antes de machucar alguém. Pedir desculpas é um grande genérico, ele vende na farmacia da humildade, são poucos os que tem a coragem de assumir que erraram, e pedir o farmaceutico um comprimido de desculpas. Desista de tirar suas feridas a força, elas vão curar por si só, quando perceberem que você ja aprendeu o que elas tem para ensinar.

domingo, 4 de julho de 2010

Saudade

Pra mim, não existe sentimento mais doloroso e belo. Parece até que tem vida própria, lhe permite o esqueçimento, mas logo volta com brutalidade e delicadeza. Saudade é uma coisa boa, por permitir nos mostrar que foi bom, afinal, ninguém sente falta de algo ruim. Todos os dias sentimos saudades. Ttudo nos marca, de modo que um dia acaba, e tudo o que resta são as lembranças. A melhor parte da saudade, é um dia mata-la. É como perceber que todos os dias em que o pensamento vagou solitario e sozinho, valeram a pena, porque agora ele encontrou o que tanto procurava. Quando sentir que a Senhora Saudade bateu a sua porta, não a trate mal, ela é tão ingenua e bela quanto uma rosa, só que assim como toda rosa, seus espinhos machucam, mas isso não tira sua beleza.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Aeroportos


São o meu lugar favorito. Adoro o ir e vir, o contraste entre as despedidas e as chegadas. Adoro o modo como o choro da lugar ao riso, com uma simples mudança de ambiente. O interessante é que eu tenho medo de aviões, medo deles cairem ou algo estranho acontecer. Mas, os aeroportos, são minha paixao. O barulho do avião subindo, e como ele vai desaparecendo no céu. É mágico saber que ao descer em terra novamente, será um outro ambiente, outras pessoas, outra cultura. Neles eu sinto que posso me reinventar, que eu posso ser várias dentro de uma. Me sinto interligada com o mundo, perto de todos os países. Mas o melhor sentimento que eu sinto dentro de um aeroporto, é a conclusão de que todos os sonhos são possíveis.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Futuro

Existe coisa mais incerta do que o futuro? Se hoje você esta bem, amanha pode ficar doente. Se hoje é desempregado, amanhã é contratado. Ele é, para se adequar ao dito popular, uma caixinha de surpresas. O mais interessante sobre o futuro, é que as pessoas ainda tentam provê-lo. Do tipo, final de ano, milhares de pessoas lêem o que cartomantes têm a dizer a partir de analises de signos. Bem, não critico quem acredita, mas pense comigo. Se alguém prevê que, determinado signo ganhara na loteria amanha, vai ser a mesma coisa que não ganhar, porque o premio terá que ser dividido entre milhares. Compreende? Aceitar uma determinada previsão do futuro é como se colocar no meio da multidão e aceitar o modo como você é igualado a todos os outros. Não ver o ser humano fantástico que você representa e tentar se encaixar em um padrão imposto por poucos. O futuro não pode e não deve ser previsto, é ele que a faz a vida ter a determinação de incerta. Faz parte do show ele ser desconhecido.

domingo, 27 de junho de 2010

Hipocrisia

Hi.po.cri.si.a
s. f. Manifestação de fingidas virtudes, sentimentos bons, devoção religiosa, compaixão etc.; fingimento, falsidade

Palavra relativamente pequena com um significado relativamente grande, mas com um impacto social gigantesco. É possível abordar tantos temas sobre essa palavra, que uma enciclopédia não seria de explorar-lo ao todo. Mas existe uma hipocrisia em especial que eu queria compartilhar hoje. Se alguém já viu o filme "O Senhor das Armas" - aqui vale ressaltar o quão polêmico ele pode ser - entenderá melhor o que falo. Em um determinado momento do filme, o então traficante interpretado por Nicholas Cage, é preso por ter sido preso com provas de que ele era um traficante de armas e toda aquela história de armas ilegais. O filme poderia ser considerado mais um mero clichê hollywoodiano se não fosse por essa parte especifica, em que é retratado exatamente o que a sociedade enfrenta atualmente. Como é dito no filme, pessoas como ele são necessárias na humanidade para que certas potências mundiais continuem com o seu império sobre países subdesenvolvidos como a África. Potencias como Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mas também os cinco maiores exportadores de armas do mundo. Com isso entramos na hipocrisia. Países que dizem buscar a paz mundial e sempre apelam para a pobreza e o lado emocional dos problemas africanos, são os maiores exportadores de armas do mundo. O motivo é simples, ganância, poder, manter o império capitalista. Simples. Ser hipócrita não é somente expressar falsos sentimentos, mas manter falsos objetivos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mudanças

Tomei minha decisão. Vou, quero e posso ser diferente. Cansei de ser extremamente desorganizada, apega de mais a algumas coisas e apega de menos a outras. Cresci, não só fisicamente, mas mentalmente. Mudei. Ainda mudo. Não quero parar de mudar. Quero seu eu mesma, quero decidir e controlar minhas mudanças. Não são coisas bruscas, mas pequenas. Para que tudo seja bem direcionado. Quero ser tudo, e mais um pouco. Ainda tenho um sonho grande. Ainda sou a mesma, mesmo perante as mudanças. Afinal, são elas que me dizem quem eu sou, e como eu cheguei aqui. Mudei mas sou a mesma. Por isso que isso pareça estranho pra uns, faz total sentido para mim.